quinta-feira, 21 de abril de 2011

Paris - a cidade Luz! Abril de 2011 - Parte 2

Dia 3 - sexta-feira - Este foi um dia longo mas bem fácil de contar... 
Fomos ao Museu do Louvre (10€), filas longas mas bastante rápidas... 
Este é um dos maiores e mais famosos museus do mundo, está instalado no Palácio do Louvre (do século XII) e localiza-se bem no centro de Paris (Louvre/Rivoli - linha 1 - laranja) junto ao Rio Sena.
No coração deste Palácio/Museu está a famosa e polémica Pirâmide, inaugurada em 1989 e, por onde se faz a entrada e saída do Museu, que por sua vez está dividido em quatro andares e em três alas: a Ala de Sullya leste, que contém a Cour Carrée e as partes mais antigas do Louvre, a Ala Richelieu ao norte, e da Ala Denon, que faz fronteira com o Rio Sena para o sul.

Como é lógico não vimos tudo... era impossível em apenas um dia... vimos ao pormenor as zonas onde se encontravam as obras mais famosas e só de passagem as outras.

Existem enormes colecções de artefactos do Egipto antigo, da civilização greco-romana, artes decorativas e aplicadas, e enormes obras-primas dos grandes artistas da Europa como Rembrandt, Michelangelo, Goya e Rubens, numa das maiores mostras do mundo de arte e cultura humana. Este museu abrange oito mil anos de cultura e da civilização tanto do Oriente como do Ocidente.

E como era permitido tirar fotos... sem flash, claro! (ninguém respeitava, mas os seguranças também não se importavam)... aqui seguem algumas das obras mais importantes do museu. 
Gioconda, L. de Vinci (século XVI)
Afrodite, conhecida como Vénus de Milo (130 a.C.)
Maria Madalena de G. Erhart (início século XVI)
Vitória de Samotrácia (190 a.C.)
A Rendeira, J. Vermeer (século XVII)
Psique reanimada pelo beijo do Amor, A. Canova (século XVIII)
Estas foram algumas das obras mais importantes que vi no Museu... mas para mim destaco sem dúvida a Monalisa pelo misticismo que envolve esta obra e, esta última foto, a "Psique reanimada pelo beijo..." pelo que despertou em mim... é uma escultura cheia de emoção que me despertou a curiosidade de saber mais... e aqui fica:
...É uma escultura em mármore que tornou popular o mito dos amantes mitológicos Eros e Psique. Segundo conta o mito clássico, Eros é o Deus romano do amor e do desejo. Psyche (Cujo nome significa “alma” em grego), era uma mulher mortal, extremamente bonita.
Esta bela escultura retrata o momento em que Eros, ainda com as assa entreabertas, desce à terra para ressuscitar, com um abraço, a sua amante Psique.
Esta escultura é extremamente bela devida a toda a sensação de paixão jovem, pureza e inocência que transmite. Esta obra de arte, dá a impressão de que as peles dos jovens são muito macias transmitindo assim a perfeição. Esta bela obra de arte, apresenta algumas formas geométricas, como é o caso do círculo na forma como os seus braços se entrelaçam, e uma pirâmide, sendo o topo da pirâmide a cabeça de Eros e a base a rocha em que Psique está deitada. "


- Ao sair do Museu do Louvre encontramos o L'arc de Triomphe du Carrousel que foi mandado construir em 1806 por Napoleão para comemorar as vitórias militares. Logo a seguir  encontramos o Jardin de Tuileries, o jardim mais visitado de Paris graças à sua localização, entre o Louvre e a Place de Concorde, onde existem várias fontes, lagos e esculturas. Neste parque não existem aqueles típicos bancos de jardim... existem sim cadeiras que podemos colocar onde quisermos e ficar a apreciar a magnifica beleza e movimentação do jardim (se fosse em Portugal estas cadeiras desapareceriam em três tempos) e nos lagos uns barquinhos à vela que fazem as delicias dos mais pequenos.

Jardim de Tuileries
Crianças brincando no Jardin de Tuileries
- E finalmente, a Place de Concorde construída entre 1754 e 1763 e cenário de muitas execuções durante a Revolução FrancesaFoi no centro desta praça que se colocou a guilhotina que acabou com a vida de Luís XVI e Maria Antonieta. No centro da praça foi colocado o Obelisco de Luxor (22,83 m de altura), um presente que a França recebeu do vice-rei do Egipto em 1836. Actualmente, junto ao obelisco, existem duas fontes de inspiração romana e oito estátuas, cada uma delas representa uma cidade francesa. A partir desta praça começa a movimentada Avenue des Champs-Élysées.


Place de Concorde com a Torre Eiffel ao longe.
- Já era tarde, resolvemos não visitar ainda os Champs-Élysées... fomos então apreciar o magnifico pôr-do-sol que reflectia sobre o Sena.



Continua...

terça-feira, 19 de abril de 2011

Paris - a cidade Luz! Abril de 2011 - Parte 1

Um destino de há muito esperava visitar!  
Estivemos por lá 5 noites... ADOREI... foi tudo aquilo que sempre imaginei e ouvir contar!

Dia 1- quarta-feira - Como já tinha postado fizemos o vôo pela Ryanair de Faro para Beauvais... Chegamos às 22h30 e o transporte para o centro foi relativamente simples pois mesmo à saída do Aeroporto (que é minúsculo, não há nada que enganar) à direita tem um guichet que vende os bilhetes (30€ ida e volta) e o autocarro pára mesmo em frente. Este autocarro leva-nos até Port Maillot, mesmo em frente ao Centro de Congressos e do metro Port Maillot (linha 1 - amarela). Começamos a enfrentar as primeiras dificuldades naturais: a língua, o desconhecido, a pouca simpatia dos franceses...
Este foi um resto de noite perdida pois chegamos ao hotel (que ficava na zona de Port de Pantin - Parc de la  Villette) já passava da meia-noite.

Dia 2 - quinta-feira - O tempo/clima estava perfeito para passear... 
- Começamos o dia a visitar a Basilique du Sacré-Cœur (metro Anvers - linha 2 - azul) que é uma igreja católica romana construída no final da primeira guerra mundial e o símbolo do bairro de Montmartre.
Sacré-Coeur, visto a caminho da Place de Tentre
Catedral de Sacré-Coeur
De seguida passeamos pelas ruas do bairro até à Place du Tentre, uma praça cheia de arte onde viveram grandes artistas e que onde hoje existem inúmeros pintores e os seus cavaletes. Aqui existe ainda o L'Espace Salvador Dali dedicado às suas esculturas e desenhos.

Pintor em Montmartre
 - Seguidamente, fomos até ao Centro Georges Pompidou (metro Rambuteau - linha 11 - castanha) que foi desenhado pelos arquitectos Renzo Piano e Richard Rogers. O projecto deste centro foi considerado extremamente arrojado. Hoje é museu, biblioteca, teatro, entre outros tipos espectáculos/exposições culturais. Mesmo ali ao lado encontramos a Place Igor Stravinsky que contém uma fonte muito original com obras do estilo de Stravinsky e que se enquadra perfeitamente com o Pompidou. Continuando na direcção do Rio está a Igreja de St. Merry.
Centre Georges Pompidou
Place Igor Stravinsky
 - Sem querer, quando passávamos na Rue de Rivoli, encaramos com a Torre de St. Jacques, uma torre gótica do século XVI que fazia parte de uma igreja destruída durante a Revolução Francesa. Existe um memorial a Pascal, na base da torre, pois ele usava-a para experiências barométricas.
Tour St. Jacques
- De seguida... e procurando almoço... fomos parar à zona de Les Halles, onde existe o Forum des Halles (esta zona encontra-se em remodelação) com lojas, restaurantes, cinemas... a Igreja de St. Eustache num estilo gótico e decoração renascentista é na minha opinião uma das mais belas igrejas de Paris (em frente existe uma praça onde está L'Ecoute, uma escultura de Henri e Miller). É associada a figuras famosas, Molière está lá enterrado, a marquesa de Pompadour, amante de Luís XV foi lá baptizada, assim como o cardeal Richelieu.
Escultura frente ao St. Eustache - L'Ecole
Catedral de St. Eustache
- De seguida caminhamos a pé em direcção ao rio... passamos pelo Samaritaine (exemplo de um edifício em estilo Art Déco que já foi um espaço comercial mas ao que pareceu estava fechado), atravessamos a Pont Neufpara chegar até à Île de la Citè... e antes de chegar ao nosso destino... passámos a Conciergerie, o Palais de Justice, a Sainte-Chapelle...
Palais de Justice
.... e finalmente Notre-Dame (entrada livre) rodeada pelas águas do Sena é uma linda catedral do século XII dedicada a Maria, mãe de Jesus Cristo. Nesta catedral podemos ainda visitar a Torre e o Tesouro (é pago).
Notre-Dame
- Realmente Paris é a cidade dos enamorados e há pormenores que nos escapam... eu teria levado um cadeado se soubesse... acorrentaria o meu amor aquela cidade apaixonante como tantos outros o fizeram e fazem todos os dias e a toda a hora!!!
Não estão a perceber... pois na Pont de Notre Dame(mesmo ali ao lado da catedral) existiam centenas de cadeados a marcar as promessas de amor eterno daqueles que por ali passaram.
Pont Notre-Dame
- Acabamos o dia a passear pelas margens do Rio Sena... e perto do hotel no Parc de Villette onde existe uma série de pavilhões de espectáculos, incluindo o Zennit.
Rio Sena
Confesso que no final deste segundo dia... os nossos pés não existiam...
Continua...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Aujourd'hui, je vais à Paris...

Aujourd'hui, je vais à Paris... Je suis impatient ... 


Lundi, je suis de retour pour raconter comment ça s'est passé

Ainda Dublin...


  • Grafton Street  é a avenida mais comercial de Dublin, é pedonal e tem representadas as principais multi-nacionais. Os músicos presentes e a animação de rua tornam a Grafton Street um simpático local para se desfrutar de um bom ambiente. No início encontramos um a estátua de Molly Molone e no final o parque de St. Stephen's Green e um shopping com o mesmo nome.



  • Molly Malone foi uma peixeira que vendia com um carrinho que circulava por Dublin. Foi identificada como um símbolo de dignidade (pela luta contra a miséria e fome) pois morreu muito jovem com uma febre.






  • St. Stephen's Green - Este parque fica no final da Grafton Street (onde fica está a entrada principal, apesar de existirem entradas em todas as esquinas) e é considerado um dos  parques públicos e urbanos mais antigos de Dublin. Este parque tem um lago (que quando lá estivemos estava gelado... lindo) e alguns monumentos como o busto de James Joyce ou a estátua Famine Memorial. 

  • St. Patrick´s Catedral - uma catedral construída no século XII e ampliada posteriormente, é a igreja mais antiga de Dublin. Alberga a tumba de Jonathan Swift, o autor das viagens de Gulliver.


  • Merrion Square Park - Oscar Wilde é uma das referências da literatura na Irlanda e neste parque existe uma estátua em sua homenagem, dizem que dali olha para a casa onde nasceu. O parque é acolhedor e estava lindo coberto de neve. 





E a comida? Acho que os Irlandeses não são grandes cozinheiros e por isso encontram-se muitos restaurantes fast food e comidas estrangeiras... não ficou o gostinho de nenhum prato típico irlandês. 


Vale a pena uma visita... não é um destino de sonho ou que nos deixe encantados... mas é um cantinho no mundo com seus hábitos e costumes, não são os nossos habituais por isso vale sempre a pena!!!... 

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Um pouco de Dublin... Novembro/Dezembro 2010

Aproveitámos o feriado de 1 de Dezembro para dar um saltinho à Irlanda... não fosse a Ryanair ter a sua sede lá... saiu uma viagem bem económica!!
Depois de muito investigar... em todo o lado "diziam" que Dublin se parecia com os Açores! Nada disso... não foi o que encontramos... havia neve por todo o lado, não nevava assim, na Irlanda, há anos!... 
Se se lembram foram fechados vários aeroportos nessa altura.

Dublin é conhecida pela cidade da Guiness e dos U2. É uma cidade pequena que se visita rapidamente e tem alguns pontos interessantes.

A chegada a Dublin foi tranquila, os irlandeses muito simpáticos... Olharam para o meu B.I. e comentaram "Oh Albufeira, I love Albufeira"... para chegar ao centro da cidade foi fácil, de autocarro (mesmo à porta do Aeroporto)... demorou mais ou menos 50 minutos e deixou-nos na O'Connell Street (uma das avenida mais movimentada de Dublin, a outra é Grafton Street)... o nosso hotel ficava numa perpendicular a essa mesma avenida. Recomendo que fiquem junto à O'Connell Street, fica perto de tudo!
  • O que dizer sobre O'Connell Street?! Foi desenhada por Luke Gardiner em 1740 e outrora estava ladeada por edifícios clássicos mas infelizmente muitos destes foram destruídos durante a Revolta da Páscoa em 1916 (um dos mais importantes acontecimentos da Irlanda). Ainda resiste o edifício dos Correios que se encontra em pleno funcionamento. A sul desta avenida encontra-se a O´Connel Bridge (a cidade é atravessada pelo Rio Liffeyque é conhecida por ser mais ampla do que o seu próprio comprimento, existe também a estátua de Daniel O'Connel (um famoso político da primeira metade do séc. XIX).  Porém, a característica mais marcante na moderna O'Connell Street é o Spire que é um monumento em forma de agulha que pode ser visto a quilómetros de distância, só de altura tem 120 metros... é a escultura mais alta do mundo!

Curioso que na data em que lá estivemos, Dublin acabara de ser alvo da intervenção do FMI... então fomos surpreendidos com uma enorme manifestação nessa mesma avenida!!


Visto que já lá vão uns meses depois da viagem... não vou estar a puxar pela cabeça para vos contar todos os pormenores, vou apenas referir os lugares interessantes que visitamos.

  • Trinity College é uma das mais antigas universidades da Europa e a mais importante de Dublin. Vale bem a pena, pela sua arquitectura pelos seus jardins (hei-de lá voltar para vê-los verdes). Existe também a Old Library com mais de 200 mil livros é uma das atracções de Trinity College, infelizmente esta fechada e acabamos por não visitá-la.

  • Temple Bar é a catedral da noite, é ali que tudo acontece na noite de Dublin. É um lugar  muito turístico, com restaurantes, cafés e pubs por todo o lado, música ao vivo e muita gente a circular. Destaco, claro, os pubs, com as suas fachadas coloridas. 



  • A fábrica da Guiness, onde explicam como se faz a guiness, como foi formada, como fazem os engarrafamentos e no final deixam-nos tirar a nossa própria guiness já que o modo que se tirar é diferente de tirar uma cerveja normal (ah, pois com direito a um diploma e tudo "The best Pint". No último andar existe um bar panorâmico onde podemos desfrutar de uma vista de 360º sobre a cidade. Gostei bastante lá ter ido, não é que goste muito de cerveja preta...

  • O Castelo de Dublin fica no centro da cidade (Dame Street), portanto não existe grandes jardins à sua volta, como acontece noutros castelos que visitei noutros países. É um castelo do século XIII e neste momento é muito utilizado para cerimónias oficiais do Estado.


Continua...