terça-feira, 26 de agosto de 2014

Antuérpia - a capital do Diamantes

Localizada na região de Flandres, na Bélgica, Antuérpia fica a 46 km de Bruxelas e é também conhecida como o centro mundial de diamantes, onde são negociados 80% dos diamantes brutos e 50% dos diamantes lapidados do mundo! Mas não é só pelos diamantes que esta cidade brilha.

Antuérpia não é um destino muito familiar, raramente é incluída nos roteiros. 

Antuérpia tem o charme dos velhos tempos, catedrais e construções medievais e a modernidade de hoje, tudo em perfeita harmonia.

É a experiência de passar algumas horas observando e vivendo um estilo de vida típico das cidades europeias que faz a visita a esta cidade valer a pena. 

Começo por vos sugerir o pequeno Hotel onde passamos uma noite, cuja localização é esplêndida pelo facto de ficar mesmo em frente à catedral, Hotel Postijon.



Antuérpia tem construções medievais belíssimas e é uma cidade onde o velho parece conviver muito bem com os novos tempos. Sugiro agora alguns dos locais que visitamos:

Grot Mark é o lugar mais encantador de Antuérpia. Chegamos a Antuérpia e depois de estacionar o carro saímos do subterrâneo e demos de cara com a praça. 


 A Catedral é de estilo medieval e é encantadora.


Segundo uma antiga lenda, um gigante tomava conta do Rio Schelde, punindo os que se negavam a pagar impostos, cortando-lhes as mãos e as jogando no rio. Até que um bravo soldado romano conseguiu matar o gigante e atirou a sua mão ao rio. Uma enorme estátua está lá na praça para lembrar a história. A estátua ‘Brabo’, no centro da praça.



O Forte Steen foi construído no século 9 e é o edifício mais antigo de Antuérpia. Foi utilizada como prisão durante séculos e o crucifixo onde os condenados rezavam ainda se encontra no local. Além de ficar localizado à beira do rio Schelde, cujo cenário é muito bonito.




A Central Station é muito bonita, vale a pena visitar (construída em 1905).




Saíndo da Estação Central em direção à Catedral temos a principal rua comercial de Antuérpia - a Meir. 





Bruges, um lugar encantador...

Antes de chegarmos a Bruges já sabíamos que era um lugar encantador, mas não sabíamos o quão encantador era. As ruas, as casas, os canais são quase como uma viagem ao passado até à Europa medieval e graças a isto esta pequena cidade da Bélgica transformou-se no principal ponto turístico do país. 
O centro histórico de Bruges é, desde 2000, Património da Humanidade, por ser um "excelente exemplo de assentamento medieval" tendo mantido as sua características ao longo da história. 



Dividida por canais, Bruges é conhecida como a “Veneza do Norte”. Localizada a cerca de 1 hora de carro da capital belga, Bruxelas, a cidade abriga apenas 120 mil habitantes e chega a receber três milhões de visitantes durante o ano todo. 


Com centenas de anos de história, suas principais edificações foram erguidas durante o período que vai do século XIII ao século XV e que foi marcado pelo seu ápice económico, graças ao comércio de tecidos. Como herança, ficaram os grandes e imponentes edifícios, onde verdadeiras viagens por séculos diferentes podem ser feitas, sem ser necessário muita coisa: basta curiosidade e disposição para conhecer as maravilhas de Bruges. 

Em Bruges não fizemos planos, caminhamos e fomos descobrindo. Dois dias são suficientes para conhecer.

As duas grandes atrações do Centro Histórico de Bruges são duas praças: a Praça do Mercado (Grote Markt) e a Praça Burg.

A Praça do Mercado foi o berço da época de ouro da cidade e hoje é seu principal ponto turístico. Encontramos várias casinhas coloridas, lojas e restaurantes, construídos há séculos e que souberam preservar as características arquitectónicas que lhes deram origem.




Nesta praça encontramos a Torre Belfort com 83 metros de altura, 366 degraus e um carrilhão com 47 sinos, foi usada pela guarda local, durante o século XIII, como ponte de observação para proteger a cidade contra ataques inimigos. Hoje, pode ser visitada e oferecendo uma bela vista panoramica de Bruges.











Na Praça Burg, podemos encontrar o edifício da Câmara e o edifício Liberdade de Bruges. O primeiro foi construído aos moldes no estilo gótico, enquanto o segundo segue as tendências renascentistas, abrigando ainda 48 réplicas de estátuas de condes e condessas de Flandres – nobres que fizeram parte da fundação da Bélgica.




Podemos ainda encontrar nesta praça a Basílica do Sangue Sagrado (Basílica Heilige Bloedbasiliek) com duas capelas, a mais antiga, construída em estilo romano, expõe os artigos devotos, enquanto a segunda, em estilo gótico, abriga o famoso relicário que, segundo a lenda, guarda o sangue de Cristo, colhido por José de Arimateia.




A Catedral de São Salvador (Catedral de St Salvatorskathedraal) é a principal igreja de Bruges. Construída no século X, foi nomeada catedral em 1834 e ao longo de toda a sua existência passou por inúmeras ampliações. Conta com uma torre de 99 metros de altura e abriga, no seu interior e altar, obras e objectos religiosos de diferentes épocas como por exemplo, pinturas de Rubens.



O Parque de Minnewater é formado por um lago canalizado, de mesmo nome, e dá boas-vindas a quem chega à cidade de comboio. Conhecido também como o ‘lago do amor’, o local abriga uma concorrida ponte, responsável por garantir vistas panorâmicas da bela Bruges.



Sugiro também um passeio de barco pelos canais de Bruges. Os canais formam um anel e foram usados, durante a Idade Média, como importantes rotas de circulação de mercadorias. Erguidos no século XIII, há quatro importantes pórticos que ligam a cidade com o mundo exterior. Este passei proporciona-nos uma verdadeira aula de história e de arquitectura.







Pequena e surpreendente, Bruges é, na verdade, uma das maiores surpresas da Bélgica, imperdivel e inesquecível, não acham?

Arco da Rua Augusta e Ribeira das Naus

Temos uma das capitais mais bonitas da Europa. Sinto que muitos de nós portugueses não o sentem, não visitam e não dão valor.

Resolvemos passar um dia em Lisboa e conhecer as novas alterações da baixa lisboeta.

Deste passeio sugiro-vos uma visita ao topo do Arco da Rua Augusta, que oferece uma vista panorâmica ímpar sobre a cidade, pode também ser visitado, o salão de abóbadas que alberga a maquinaria do relógio ali existente. Para lá chegar é necessário vencer os dois lanços de escadas que se erguem para lá do elevador.
A entrada no monumento faz-se pela Rua Augusta. O bilhete custa 2,5 euros.
Dali avista-se o Terreiro do Paço e a sua estátua equestre de D. José I, a Baixa Pombalina, a Sé, o Castelo de São Jorge e o Tejo.






De seguida, uma curta caminhada dá-nos a conhecer a requalificada Ribeira das Naus que nos convida a passear e relaxar à beira do nosso Rio Tejo.