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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Mikonos... um paraíso chamado diversão!


Na mitologia grega, Mikonos é o filho de Apolo, deus da luz e do sol, mas hoje a história mudou. 

Mykonos é uma ilha especial! O seu aspecto pitoresco vai para além da arquitectura típica grega, das vielas cheias de Bouganvilias e dos moinhos de vento. Esta é a ilha mais cosmopolita, mexida, cheia e cara da Grécia e apenas ela recebe 750 mil turistas por ano. É uma boa opção para quem procura diversão sem limites, mas não deixa de agradar também quem prefere o sossego. Uma ilha de bom astral e ausência de preconceito.

A ilha já foi ocupada pelos jónicos, fenícios, macedónios, atenienses, romanos, vienenses, gregos e alemães. Hoje é uma mistura de heranças destas civilizações, sobretudo daquelas que a comandaram a partir do século XV. Chora, a capital de Mikonos, é a parte mais antiga da cidade. Ruas de pedra, cheias de casinhas brancas, com varandas floridas e cercada de igrejas pequeninas. Chora é um labirinto maravilhoso com recantos por desvendar.


A rua Matoyianni é a principal de Chora repleta de lojinhas de artigos típicos. Ali é também possível provar a saborosa gastronomia mediterrânea. A igreja Panayia Paraportiani que se destaca entre as quatrocentas outras igrejas da ilha. Na verdade, é uma mistura de várias delas, construídas em torno do do século XV. Fica linda em fotografias, toda branca e linda contra um céu azul.


Próximo à costa está a Little Venice, que são um conjunto de casas construídas no século XVI e estão literalmente penduradas sobre o mar. Acredita-se que foram construídas pelos piratas para facilitar quando descarregavam os barcos. É incrível como ainda permanecem de pé após tantos anos sofrendo com o vento e a água salgada. Hoje a Pequena Veneza é um dos lugares mais procurados de Mykonos, aqui os preços são mais caros, mas a paisagem, sobretudo durante o pôr-do-sol, com o mar à frente e os moinhos ao lado, compensam.

Os moinhos de vento são o cartão-postal da cidade. Um cenário que se descobre logo quando se chega de barco. São 5 os moinhos que se avistam e foram construídos pelos venezianos no século XVI. 


Foi fantástico descobrir as praias de Mikonos de Moto4... um dos meios mais usados e mais práticos na ilha.

Desde Psarou, Platis Gialos, Elia, Ornos, Paranga, que são as mais cheias (de fácil acesso). A badalada Paradise Beach, onde há festa o dia inteiro, com muita bebida, música e dança. A não menos famosa Super Paradise, quase toda dedicada ao nudismo e é bastante frequentada pelo público gay.
Há também as mais tranquilas ao norte da ilha, como Myrsini, Fokos, Panormos e Agios Sostis (de acesso mais limitado).






A mascote da ilha é o Petros, o pelicano, que se encontra num dos museus da cidade... porém, os seus substitutos andam por ali em redor do porto! E estes são os ilustres moradores da ilha...


Os jantares na cidade de Chora são tardios....


...e, é à meia-noite, quando finalmente o comércio encerra que a animação tem o seu verdadeiro início... as ruas são invadidas consoante a hora de fecho e abertura de cada bar. O ambiente, apesar de muito sofisticado, muita animação, muito álcool e da maioria gay, parece surpreendentemente saudável.



Grécia o país dos gatos... até ao pequeno-almoço nos faziam companhia...



E assim termino a descrição do nosso périplo pelas por Atenas e Ilhas Gregas... deixaram saudades...





quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Santorini... a ilha de sonho!

Das milhares de ilhas gregas (são quase 3.000) grandes e pequenas, apenas cerca de cem são, hoje em dia, permanentemente habitadas. Destino de sonho de muitos, as ilhas oferecem aos turistas muito mais do que sol escaldante, arquitectura branca e mar azul-turquesa... Todas elas banhadas pelo fantástico Mar Mediterrâneo, pelo Mar Egeu, pelo Mar de Creta ou pelo Mar Jónico, nomes que mudam conforme a região, mas sempre marcados por uma beleza sem igual.

Depois de muita pesquisa chegamos à conclusão que Santorini tinha de estar entre os destinos, para além de Atenas...e, é definitivamente uma obrigação para quem quer visitar as ilhas gregas.

Santoríni (ou Thíra) pertence ao grupo das Cíclades, no Mar Egeu, com área de 76 km². A bela paisagem local é o resultado da violenta explosão de um vulcão há cerca de 1625 a.C. Santorini e as ilhas em volta são parte de uma cratera.

A principal cidade é Fira, também o principal centro turístico. Belas praias são encontradas em Perissa, Kamari e Red beach.


Chegar de barco a Santorini é estranho... a cidade principal/capital, Fira, parece pendurada nos penhascos. 
Chegados a terra firme, no porto de Athinios alugámos um carro e subimos a encosta escarpada com uma estrada mínima, sempre em ziguezague até ao hotel que ficava em Perissa.

Perissa tem uma das praias mais poupulares e bem estruturada de Snatorini, com uma larga extensão de areias negras.

Visitamos Pyrgos que é uma vila exemplo de Santorini interior, com alguns mosteiros de cúpulas azuis e o espírito local.


A Antiga Thira era uma cidade fundada no sèculo IX pelos imigrantes que chegaram em Santorini sob o comando de Thira, aquele que deu o nome oficial da ilha. E os estudiosos dizem que ali existem vestígios de habitação até a época bizantina. 


 A Antiga Thira fica num ponto bastante alto que divide Perissa e Kamari.
Perissa
Kamari
Kamari é a praia “principal” do leste de Santorini e possui, tal como Perissa, uma areia escura... mas diferente, pois pode-se dizer que é mais pedra que areia.

Uma de minhas maiores curiosidades e expectativas desta viagem era ver e tentar entender porquê que o pôr do sol de Santorini é tão famoso e considerado por muitos como mais bonito do mundo. Então lá fomos nós a Oia (ou Ia), que fica num extremo da ilha ... cúpulas azuis, muitas lojas diferentes, casas e casinhas que formam um complexo de ruas estreitas... e a tentação de tirar milhões de fotos, uma paranóia. Lindíssimo! 


Muito li sobre este lugar e muito se falava sobre o aglomerado de gente que costumava lá "acampara" para o pôr do sol... assim foi, quando chegamos, o forte estava apinhado de gente... que lutava pelo “lugar ideal”!

* foto de RS
Acho que foi o pôr do sol mais duradouro que pude presenciar... Ficamos ali à espera que ele desaparecesse no mar. Demorou, mas no final, quase se ouvia o “tchiiiii” da bola de fogo a apagar-se na água.
Lindo foi observar como a luz do sol mudava as cores das casas… O que era branco transformava-se em dourado. Romântico? Seria se não fosse aquele "maranhal" de gente... O mais mais bonito do mundo? Sim é bonito, mas sinceramente já vi melhores, com muito menos gente (e máquinas fotográficas) por perto e em Portugal.



Voltando às praias, fomos até Akrotiri... é de compreender que a formação vulcânica faz a areia branca e fina passar longe das praias de Santorini mas, a sul, fica uma praia muito concorrida... a praia vermelha, de areia ... vermelha e cercada de falésias também vermelhas.


Fira é a capital da ilha Santorini e também o lugar mais importante! Santorini também pode ser chamada de Thira, daí a confusão de nomes entre o nome da ilha e a sua capital! Localiza-se na parte oeste da ilha e fica distante 10km do porto de Athinios (por onde se chega de barco). Andar pelas ruas de Fira é um prazer, explorando as muitas lojas, joalheria, restaurantes, bares e as típicas casas deste lugar tão acolhedor.
Fiquei com vontade de passar a tarde inteira sentada ali num daqueles muros branquinhos a apreciar aquela envolvente maravilha... não dá para descrever... só mesmo vendo.




* foto de RS
* foto de RS
* foto de RS
Para finalizar esta estadia maravilhosa em Santorini resolvemos fazer um passeio ao vulcão (Palea e Nea Kameni, duas ilhas inabitadas) e às Hot Springs. Este passeio tinha inicio no Antigo Porto e para lá chegar tínhamos 3 hipoteses: de funicular, de burro ou descer 578 degraus... Escolhemos descer esta escadaria toda... foi uma aventura até lá abaixo.



Depois de encontrar o barco que nos levaria ao passeio... rumamos até à caldeira do vulcão, a paisagem durante o percurso é espetacular. Ao todo são 3 crateras e a maior ainda está ativa e a ser monitorada. Quem espera ver uma paisagem típica de um vulcão talvez se sinta desiludido porque aquilo é a caldeira do vulcão ou seja, o que sobrou da última erupção, então o que mais se vê por ali são pedras vulcânicas.




A seguir, e de volta ao barco, chegamos perto das Hot Springs, onde a água chega aos 33 graus, é estranho pois ali a cor da água torna-se diferente devido à libertação de enxofre.
Não vale a pena pensar muito e, ao sinal do barco, saltamos e nadamos até lá. Sentir aquela diferença de temperatura e besuntarmo-nos com aquela espécie de lama foi estranho...


Santorini é realmente uma ilha de sonho.

Brevemente o post de Mikonos.