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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Potsdam, a Natureza no seu esplendor...

Potsdam é uma cidadezinha, a capital do estado alemão de Bradenburgo, que é famosa por ter sido residência de verão de vários reis. Aproveitamos o último dia e resolvemos ir de comboio até lá (a viagem demora cerca de 30 minutos).

Postdam tem importância histórica ao ter sido palco  da Conferência de Postdam, em 1945, quando Stalin, Churchill e Truman decidiram o que fazer com a Alemanha rendida na guerra. Consta-se que foi ali que Truman decidiu atirar as bombas atómicas em Hiroshima e Nagazaki. Este foi também o último encontro dos aliados da Segunda Guerra Mundial – depois disso, a distância entre União Soviética e Estados Unidos só se fez aumentar, culminando na Guerra Fria, cujo auge se deu nas décadas de 60 e 70.

Ao chegar à estação de Potsdam percebemos que aquela cidade não era assim tão pequena e que existiam imensas coisas para ver (tudo gratuito), então resolvemos alugar uma bicicleta e seguir um dos percursos que nos era sugerido (cerca de 20km). E sinceramente só de bicicleta para ver tudo num dia, pois as distâncias são grandes.


Passear neste lugar num dia de sol, revelou-se um programa perfeito, tal o número de recantos disponíveis para serem descobertos. Posso dizer que esta é a Versalles Alemã, além do elegante centro histórico e dos lagos, Potsdam tem como principal ponto o Parque Real de Sanssouci, com seus castelos em vários estilos: o Palácio Novo, barroco e que foi o Palácio Real da Prússia; o Schloss Charlottenhof, neoclássico; o Orangerie, renascentista, e o mais famoso, o Sanssouci, no melhor estilo Rococó e que foi construído para o rei Frederico, o Grande, desfrutar a sua vida sem preocupações (“Sans souci”). Existe também a casa de chá chinesa, obviamente com influência chinesa.

“O Parque Sanssouci é um monumento único composto por palácios, estruturas arquitectónicas e complexos de jardins de várias épocas. Teve início no séc. XVIII e o seu desenvolvimento continuou até ao fim da monarquia em 1918. O seu foco principal é o famoso Palácio Sanssouci, a residência de Verão de Frederico II, e desenhado com terraços de vinhas depois de 1744. Mantendo as condições topográficas, os jardins Fredericianos extenderam-se desde o Obelisco até ao Novo Palácio. No séc. XIX o Paisagista Peter Joseph Lenné adicionou numerosos projectos de jardim, incluindo os do Charlottenhof, o jardim Marly, o jardim Nórdico e o jardim Siciliano. O embelezamento estendeu-se à paisagem circundante.
Em 1990 o conjunto de palácios e jardins em Potsdam e Berlim foi admitido na lista Património Mundial da Unesco. O cuidado e preservação destes jardins e monumentos arquitectónicos excepcionais é uma das principais tarefas da Fundação dos Palácios e Jardins Prussianos em Berlim-Brandenburgo” 
(tradução de um texto do mapa do Parque de Sanssouci)

Deixo-vos algumas fotos da minha curta estadia em Potsdam. 
Fabulosos parques
Jardins de Sanssouci
Palácio de Sanssouci
A fonte em frente ao Palácio de Sanssouci 
Casa de Chá Chinesa
Antigo Moinho de vento de estilo holandês 
Palácio Novo
Mais jardins
Orangerie
Fabulosos lagos
Palácio de Cecilienhof
Jardim do Palácio de Cecilienhof
Rio Spree

Estação de Potsdam

Um dia muito bem passado :)

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Berlim... o cenário da queda do muro!

Neste primeiro post que reporta a Julho de 2008, vou falar-vos  de Berlim, a capital da Alemanha, porém esta foi a primeira das três cidades visitadas... seguiram-se Praga, na Republica Checa e Viena, na Áustria. 

Semeada às margens do Rio Spree, no século XIII, Berlim logo se tornou o mais importante centro comercial da região de Brandenburgo. 
Foi a capital do Reino da Prússia, do Império Alemão, da democrática República de Weimer e da hedionda Alemanha Nazista, de Hitler. 

As Portas de Brandenburgo - cartão-postal de Berlim - é o cenário para a "Queda do Muro de Berlim", que simbolizou o fim da Guerra Fria, a derrocada do comunismo e a instauração de uma nova ordem mundial... Confesso-vos que fiquei encantada com esta cidade, a envolvência de uma história, que desde criança  vejo  retratada na televisão e na literatura...

Quase vinte e três anos já se vão desde a queda do muro de Berlim e a Fénix renasceu mais uma vez das cinzas. Agora, Berlim é uma das capitais mais fascinantes da Europa. Dinâmica, mas ao mesmo tempo tranquila, urbana, mas cheia de verde. Combina na medida exata a tradição com modernidade. 

Mais uma vez retrato-vos pontos de interesse desta cidade...

Potsdamer Platz, que no passado foi um centro cultural efervescente que dava nome ao principal portão da cidade, o Potsdamer Tor. Durante a divisão da cidade tudo o que ali havia sobraram só as instalações subterrâneas das linhas do comboio. Até o bunker onde Hitler cometeu o suicídio foi destruido. Hoje, recuperada, a área abriga restaurantes, bares, lojas, cinemas, estação de metro e comboio, além de ser o ícone da modernidade de Berlim, com prédios projetados por arquitetos conhecidos, como por exemplo, o Sony Center e o prédio DaimlerChrysler. 

Ao sair da  Potsdamer Platz em direção ao Portão de Brandenburgo, é impossível não ver o espaço do Memorial do Holocausto, 19 mil metros quadrados, cravejado de blocos de tamanhos diferentes. São quase 3 mil rectângulos que dão a sensação de um enorme cemitério num ponto nobre da cidade. Não é propriamente belo, mas cumpre o seu objetivo e faz-nos refletir sobre as atrocidades do Holocausto.
Memorial do Holocausto é um monumento tradicional que visto de diferentes pontos parece sempre diferente e os sentimentos acompanham essa dança. 

A menos de cinquenta metros do Memorial do Holocausto, na região de Unter den Linden, ficam as Portas de Brandenburgo. Foi construído em 1795, em estilo neo-clássico. Apesar dos estragos das guerras abriga muitos prédios históricos de Berlim como o Museu Histórico Alemão "Zeughaus", a movimentada praça Gendarmenmarkt com a Catedral Deutscher Dom e a Französicher Dom.


O principal parque de Berlin é também um dos maiores do mundo: Tiergarten. O seu nome deriva de uma floresta que existia nesta região. Partindo das Portas de Brandenburgo, fica localizado à leste. O parque tem uma grande variedade de recantos, alamedas floridas, campos de desporto, parques infantis... e costuma ser muito freqüentado pelos locais, sobretudo durante os fins de semana. Na parte central de Tiergarten está outro dos monumentos mais famosos da cidade, a Coluna da Vitória (Siegessaule), no topo da qual está uma estátua representando a Deusa da Vitória.


A Gendarmenmarket é uma das praças mais bonitas e animadas de Berlim. Foi criada para comportar um mercado no século XVII. Mais tarde passou a ser usada como estábulo e atualmente conta com restaurantes e uma concentração de gente de todo o mundo. De cada lado da praça há uma igreja que parecem idênticas, mas o seu único traço comum são as torres. Uma Französischer Dom é uma igreja huguenote francesa e outra é a Deutscher Dom é alemã protestante.

Reischstag, o prédio do Parlamento Alemão é um dos prédios mais simbólicos da cidade. Foi construído em 1894 como ícone do poder germânico. Um incêndio criminoso destruiu o seu hall principal em 1933. Hoje, o edíficio congrega o passado com o presente. O arquiteto Norman Foster transformou este local num dos plenários mais modernos do mundo, com o seu hall coroado por uma cúpula de vidro entranhada na arquitetura clássica neo-renascentista. O espaço pode ser visitado e existem sempre filas enormes. No topo da cúpula existe um restaurante, o Käfer Bundestag com uma linda vista panorâmica.



A "Ilha dos Museus" é um dos pontos nobres da cidade, pois reúne um complexo cultural de extrema importância internacional. A área situa-se entre dois braços navegáveis do Rio Spree. Como a cidade é conhecida por ter 170 museus e é inviável conhecer todos eles, pelo menos o Pergamonmuseum (que conserva um dos portões da Babilônia e o Altar de Pérgamo) e o Bodemuseum (que apresenta coleções de moedas, medalhas e arte bizantina) devem ser visitados. 



Além dos museus a Berliner Dom (maior catedral da cidade) também fica nessa área.
A Berliner Dome é a maior catedral da cidade. Foi projetada por Julius Raschdorff no início do século XX.

Na zona de Kreuzberg, fica à volta da Alexanderplatz onde se localizam a histórica câmara Rotes Rathaus, a Fernsehturm com 368 metros de altura, a Igreja de Santa Maria, a Fonte de Neptuno e vários prédios da Nikolaiviertel.


A antiga câmara Rotes Rathaus - em estilo renascentista e com paredes de tijolos vermelhos. Após a reunificação da cidade, o prédio voltou a abrigar o governo da cidade.


A belíssima estátua de São Jorge a atacar o dragão, fica na rua Spreeufer, na entrada da Stadschloss.


As estátuas de Karl Marx e Friedrich Engels observam a  Fernsehturm e estão ali desde 1986.


A Torre da TV - Fernsehturm - pode ser vista de vários pontos da cidade.

Visitar esta cidade é como entrar numa máquina do tempo. Um tempo que não é assim tão remoto – pouco mais de vinte anos. As histórias contadas pelos berlinenses que viveram por trás do muro são recentes. O muro de 150 quilómetros foi abaixo no dia 9 de novembro de 1989 e as tintas do passado ainda estão frescas. Onde quer que se vá o ar emana a trajetória que a humanidade trilhou num momento sombrio que remete à Guerra Fria.

Partes intactas do "Muro de Berlim" ainda são conservadas em vários pontos da cidade.




A divisão da cidade em duas metades aconteceu na manhã do dia 13 de agosto de 1961. Era um domingo quando Berlim acordou partida ao meio por um muro monitorado por soldados de armas em punho. A liberdade foi brutalmente violada. Famílias inteiras foram afastadas. Quem estava de um lado não podia voltar ao outro. Houve pânico. Muita gente morreu. Com medo da "explosão" de uma grande guerra o mundo presenciou calado à loucura dos governantes alemães.




Uma faixa formada por duas filas de pedra de calçada representa o local exato por onde passava o Muro de Berlim. Essa placa com a inscrição "Berliner Mauer 1961-1989" pode ser vista em vários locais da cidade.




O Checkpoint Charlie é um dos resquícios interessantes da muralha e o único posto de controlo para passagem de estrangeiros que continua intacto. O nome desta guarita de cruzamento da fronteira entre os setores americano e soviético vem da palavra que significa a letra C no alfabeto fonético internacional: Alfa, Bravo, Charlie. A poucos metros dali fica o Museu do Muro - Mauermuseum.


A Estação Central de Berlim (Berlin Hauptbahnhof) é maior estação ferroviária de interseção em múltiplos níveis da Europa. Foi construída nos antigos terrenos da Estação de Lehrte (Lehrter Bahnhof) e da estação Lehrter Stadtbahnhof, tendo entrado em funcionamento a 28 de maio de 2006. A estação projetada pelo arquiteto Meinhard von Gerkan é uma parte elementar do "conceito cogumelo", nome dado ao projeto de reorganização do transporte ferroviário berlinense de passageiros.

A visita a Berlim não ficou por aqui, ainda fomos a Potsdam (que será retratado no próximo post).

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Munique...

Munique é considerada por muitos como a cidade mais bonita da Alemanha, e depois de conhece-la um pouco é difícil discordar. 
Munique - ou München - é uma mistura de arte, cultura e alegria de viver. Lembrada sempre como capital da cerveja, coração da Baviera, e associada à Oktoberfest, Ludwig e seus castelos, e ainda saborosas wurst de todos os tipos, parques e festivais, Munique é um daqueles raros sítios onde o ritmo de uma cidade grande convive em harmonia com deliciosas tradições.
Outra característica de Munique é sua relação com o mundo do desporto, a cidade foi palco dos Jogos Olímpicos de 1972.

Apresentada a cidade de MUNIQUE ou MÜNCHEN aqui vamos a dicas e pormenores da minha viagem.

Com a Ryanair saímos de Faro com destino ao aeroporto de Memmimgen que fica a cerca de 1h15 (de autocarro - 19,50€) até ao centro de Munique (estação central - Hauptbahnhof). Daqui ao hotel foi um saltinho, ficamos muito bem localizados (se precisarem de indicações de hotel é só perguntar) por quatro noites.

É bastante fácil orientar-se em Munique. O centro histórico e turístico está situado entre a estação central - Hauptbahnhof - e o rio Isar. Uma vez que ficamos num hotel no centro, não houve necessidade de usar transportes para percorrer esta área, sendo preferível andar a pé, uma vez que as distâncias são pequenas.
Karlstor



Então vamos lá descrever os locais por onde passei:
  • Karlsplatz e Karlstor - É na praça Karlsplatz que fica uma das principais portas da cidade - Karlstor. Nesta praça existe uma fonte e nela se juntam imensos turistas.
  •  A praça Marienplatz - Esta praça é coração da cidade, conhecida como a "sala de visitas" de Munique, a praça é dominada pelo edifício neo-gótico da Neues Rathaus (Nova Câmara Municipal). 
Marienplatz e a Neues Rathaus
  • Frauenkirche - Construída entre 1468 e 1488, esta Igreja é o símbolo da cidade, impressiona os visitantes com suas duas torres de 99 metros de altura que se pode subir. Do alto, pode-se desfrutar de uma maravilhosa vista de Munique e dos Alpes. 

Frauenkirche
  • Viktualienmarkt – O Mercado Municipal ao ar livreHá mais de 200 anos, desde 1807, o maior mercado de produtos agrícolas de Munique atrai os compradores e amantes da boa mesa, com sua enorme oferta de frutas, verduras, queijos, salsichas, linguiças, nozes, conservas, especiarias, carnes e peixes, pães, vinhos, etc. 

Modelo dos anos 30
  • Olympiapark Os 3 km.² do Parque Olímpico, construído em 1972 para os vigésimos Jogos Olímpicos, são palco de vários eventos ao longo do ano. No Estádio Olímpico, no Pavilhão Olímpico e em toda a área há eventos culturais e de entretenimento. No Parque também se encontram lagos e restaurantes. Os pavilhões, em forma de tendas gigantes, e a torre (vale a pena subir para apreciar a vista panorâmica que nos oferece) de 290 metros de altura são símbolos de modernidade. Próximo ao parque e mesmo à saída do metro, encontram-se o Museu BMW implantado num prédio com formas muito originais.
Vista panorâmica do Olympiapark
Lagos no Olympiapark
  • ResidenzmuseumÉ a antiga residência dos duques e reis da Baviera. Com o passar dos anos, o palácio original, situado no mesmo lugar desde o século 14, foi ampliado gradualmente tornando-se o principal palácio urbano de Munique. Grande parte desta residência real está aberta para visita. Há também exposições das coroas, jóias e artigos religiosos dos primeiros reis da Baviera.
Residenzmuseum















  • Hofbräuhaus - Mas vamos ao que interessa, pois ninguém pode ir a Munique sem praticar o mais antigo ritual alemão: Beber cerveja. A Hofbräuhaus é a cervejaria mais famosa da Alemanha com uma capacidade para 1000 pessoas. Fundada em 1589 por Wilhelm V para ser a cervejaria da corte, situava-se no Alter Hof, mas mudou-se para a Platz em 1654. Em 1830, o local obteve autorização para vender cerveja para o público. O seu aspecto neo-renascentista do local data de 1896. O Schwemme, no térreo, é um saguão com tecto e piso decorados com pinturas de bandeiras e brasões bávaros.
    A comida típica da baviera é servida na Hofbräuhaus: Weißwurst und süße Senf (salsicha branca cozida com mostarda doce). Uma Delícia!!!! Ah, com ein Maß Weizenbier!!! (1 litro de cerveja)!!
Hofbräuhaus
Pratos típicos
Tiramos um dos dias para ir até Füssen e porquê? Para ver a oitava maravilha do Mundo, Castelo de Neuschwanstein, que se deve visitar pelo menos uma vez na vida.

Esta maravilha arquitectónica foi criada pelo "louco" Rei Ludwig II no século XIX, por entre torres e espirais, salas de madeira esculpida e vistas fenomenais, ele tem tudo o que eu poderia esperar de um castelo de conto de fadas (parecia o castelo da Bela Adormecida) e está plantado numa colina de floresta, acima de vários lagos. 
Visitamos ainda em seu redor o Lago Forggensee e o Castelo Hohenschwangau.

Video com imagens panorâmicas do Castelo de Ludwig II
Lago Forggense
Lago Forggensee e o Castelo Hohenschwangau

Brevemente coloco mais fotos de Munique...